sábado, 18 de maio de 2013

"Fix You"


"Fix You" (by Coldplay)


When you try your best, but you don't succeed
When you get what you want, but not what you need
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you

And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try, you'll never know
Just what you're worth

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you

Tears stream down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I... 

Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I

Lights will guide you home
And ignite your bones
I will try to fix you


sábado, 20 de abril de 2013

Feliz 20º Aniversário, @backstreetboys!!!!




Eu não lembro se tava frio ou calor, não lembro também que roupa eu usava ou o que eu estava fazendo no quartinho da bagunça, na casa da minha avó, quando ouvi, pela primeira vez, uma música no rádio que realmente me chamou atenção. Lembro sim que era um domingo e que eu estava na ponta dos pés pra pegar algo na prateleira, bem mais alta que eu, onde também ficava o aparelho de som, prata, antigo, quando parei tudo pra ouvir. Eu não sabia inglês, cantar então nem pensar, mas gostei da música logo de cara, embora não fizesse ideia de quem estava cantando. Nunca tinha ouvido. Lembro que sai do quartinho sem pegar seja lá o que fosse que eu estava tentando, mas cantarolando a melodia da música, da primeira música de uma longa e deliciosa história.

Na época, lá pelos idos dos anos 90, internet era quase uma coisa extra terrestre, fazer busca no google ou no youtube, nem pensar. Pra descobrir o que e quem era que eu tinha ouvido tive que fazer plantão sentada na frente do rádio até o radialista falar: Backstreet Boys.

Essa era toda informação que eu precisava pra começar a procurar: CDs, revistas, posters (meu sonho sempre foi ter um na parede, mas como eu morava e dormia com minha avó, nunca que ela deixaria eu ter um bando de homem lindo pregado nas paredes branquinhas dela), singles... Sim, singles! Na época, no Carrefour, eles eram vendidos a 10 reais, e eu vivia pedindo dinheiro pra minha avó pra poder comprar. Ela também me dava um pouquinho por semana pra eu ir me divertir revirando as bancas de jornal em busca de coisas novas.

Os anos foram correndo, as músicas foram estourando, minha coleção foi aumentando e eu me via, pela primeira vez, descobrindo a MTV. Todos os dias era um desespero estar em casa no horário do Disk MTV, porque mais certo do que 2 e 2 são 4, os Backstreet Boys estariam lá. Quantas fitas VHS eu não gravei de clips, aparições, especiais, qualquer coisa. Tinham os boys, eu tava lá.

Meu primeiro material em video, deles, foi um presente de um amigo da minha mãe que morava nos Estados Unidos e que, tentando me agradar (e conseguindo lindamente) me deu o VHS do "Live in Orlando" que vinha, de brinde, com uma fita k7 com os singles de Millennium. (Eu estou escrevendo e olhando esse presente brilhando ali na minha prateleira).

Quantas vezes não pulei na cama gritando e comemorando o primeiro lugar deles nos programas da MTV, e minha mãe chegava em casa e já sabia direitinho o que estava acontecendo. E as coreografias dançadas do lado da cama enquanto os clipes passavam na TV? Eu ainda sei todas elas... Quantas vezes não parei tudo pra ouvir, ler, pensar, sonhar (afinal, sonhar ainda é de graça). 

Quantas vezes eles não me fizeram chorar, me fizeram rir, me ajudaram a superar. Cada música, cada letra, todas elas me tocaram e ainda me tocam de forma diferente, todas elas, de algum modo, fizeram e ainda fazem parte da minha vida, e olha, tenho que dizer, farão para sempre, com muito orgulho.

A vergonha que eu e as meninas passamos ao apresentarmos, na escola, na 8a série, o video gravado na casa da minha avó paterna, onde cantávamos E dançávamos "Everybody" pro projeto de inglês. Cada uma representava um dos meninos e eu, apesar de ser Carter desde sempre, acabei sendo o AJ: macacão bege roubado do meu irmão, assim como o boné, que eu fiz questão de enfiar na cara pra ninguém me ver mais do que o necessário. Graças a Deus ainda não existia o Youtube.

Quantas vezes "Never Gone" não me fez pensar na minha falecida avó, que se fosse viva já teria me dado meia dúzia de tapas na cara pra eu parar de surtar. Lembro de ela me falar pra eu nunca ser uma dessas meninas histéricas que dormem em filas... Em fila eu nunca dormi, mas não posso garantir que não vou ficar histérica uma hora ou outra. Quando fui a primeira vez em um show deles, em 2001, na Turnê "Black & Blue", eu me lembrei disso e pensei que minha avó estaria rindo de mim, esteja onde ela estiver. 

E quantas vezes eu não cantei "Evergreen" a plenos pulmões quando eu estava muito feliz? "Color my World" quando eu estava carente ou "Close my Eyes" quando eu estava triste. Quantas vezes não gritei as letras de "I Just Want You To Know" simplesmente porque ela é minha música favorita, ou de "Get Another Boyfriend" porque ela é contagiante, e até o celular da minha mãe tem um toque Backstreet (o ringtone dela é "That's The Way I Like It"). 

Eu estava lá, em 2001, no Anhembi, usando minha faixinha escrito "Nick" (que eu tenho até hoje), eu estava lá em 2009, no Credicard Hall, eu estava lá, em 2011, no Chevrolet Hall (em Belo Horizonte), um dos dias mais especiais da minha vida, quando finalmente pude conhecer eles ali, de pertinho. Nunca vou esquecer o carinho e a educação do AJ e muito menos, mas muito menos o sorriso largo, lindo e os olhos azuis mais mais mais que eu sempre amei do Nick, a mãozinha no meu ombro... *suspira*. Eu também estava lá em 2012, em Manchester e Londres, graças às oportunidades que Deus e minha mãe sempre me deram (mãe que foi comigo no show), onde realizei outros sonhos, onde fiquei mais perto deles, onde deixei meu coração mais uma vez.

Vinte anos... são vinte anos de uma história que não terminou e que eu espero que não termine tão cedo. São vinte anos de memórias, de músicas, de amizades, de pessoas especiais que eu conheci no caminho e que vão ficar guardadas no meu coração pra sempre, seja como for. São vinte anos de um carinho que eu não achei que pudesse ter por pessoas que não fazem parte do meu circulo real, mas que, de alguma forma, sempre estiveram comigo. Vinte anos gravados na pele (na minha tatuagem), na cabeça e no meu coração.

Obrigada pelos vinte anos de alegrias e memórias, Backstreet Boys. Que venham mais vinte.

quarta-feira, 13 de março de 2013

"Habemus Papam Franciscum"

A primeira coisa que ouvi, hoje, depois do anúncio de que o mundo tinha um novo Papa, pelo menos o mundo Católico, foi: "Mas ele é Argentino!".

Pode parecer estranha toda essa indignação, mas só se você não for Brasileiro. Todo Brasileiro, assim como todo Argentino, sabe bem da rivalidade que existe entre os dois paises, rivalidade essa que é histórica, cultural e arraigada. Mas, agora, é preciso deixá-la de lado. Ser Argentino, aqui, deixa de ser o foco e passa a ser apenas mais uma informação entre tantas. Informação essa que se torna irrelevante diante do que acaba de acontecer.

Uma vez Papa, "perde-se" a identidade, deixa-se de ser de um determinado país e passa-se a ser do mundo. E, convenhamos, esse preconceito é nosso e ninguém tem nada a ver com isso.

Eu não era viva quando João Paulo II foi escolhido e entronado Papa, mas vivi parte do seu papado e tinha por ele um carinho especial, um carinho que ele conquistou com seu carisma, com a forma como se dirigia ao povo e o tratava: com cordialidade, humanidade, de igual pra igual. Falava a lingua dos jovens, de forma simples e sem rodeios. Chorei quando ele partiu.

Lembro de ter acabado de chegar da faculdade quando, na TV, aparecia na sacada do Palácio na Praça de São Pedro o novo Papa, Bento XVI, e por minhas próprias razões, apesar de ter tido a oportunidade de assistir sua benção dominical em Roma, nunca tive por ele a mesma simpatia. Me parecia distante demais de mim. Frio, quem sabe. Nunca me conquistou.

Hoje, mais uma vez, me senti alegre ao ver um Papa sendo entronado. Por razões que a própria razão desconhece me identifiquei com o Cardeal Jorge Mario Bergoglio. O sorriso nos lábios e a fala irreverente, fugindo até à seriedade que o momento exigia, me fizeram gostar dele logo de cara. Pra mim, como disse por ai, ele passa a sensação de que poderia ser aquele vôzinho que vemos em comerciais de margarina, que sempre terá o colo pra nos receber e uma história/lição pra dar sem torná-la enfadonha ou pesada demais, porque seu sorriso amenizará. Me senti acolhida, como se ele fosse da família. Um vôzinho legal que eu conheci hoje e que está muito longe, mas me tocou bem de perto.

Não preciso dizer, também, que a escolha do seu nome enquanto Pontífice (Papa Francisco I) também me tocou fundo. Pra quem me conhece sabe que eu cresci em escola Franciscana, sob seus preceitos e princípios. Posso não seguir todos, e sei que não sigo, São Francisco era um homem muito abnegado, humilde e que vivia a pobreza com sabedoria, estou longe de ser assim, mas isso faz parte de quem eu sou, de como me criei e cresci, e me orgulho muito.

Dispensa dizer que não sou o modelo de cristã/católica, não frequento a missa todos os domingos e talvez peque mais do que preciso, mas procuro, dentro do que eu considero certo e justo, viver dentro dos mandamentos e seguir os princípios com os quais fui criada. São Francisco é meu Santo de devoção, que me ensina a cada dia a ser desapegada das coisas que não nos levam a nada e a viver intensamente o amor e a caridade.

Também não vou usar o blog e muito menos esse post pra entrar em discussão sobre as opiniões pessoais do novo Papa sobre esse ou aquele assunto, até porque, eu provavelmente descordaria dele em vários. Quero apenas deixar registrado como me senti, novamente, acolhida e próxima do Papa e o quanto isso me deixa feliz e orgulhosa.

Que Deus abençõe a caminhada de Francisco I e que São Francisco o guie.

"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna."