terça-feira, 21 de outubro de 2014

30 Seconds to Linkin Park: Eu Fui!


Algumas vezes as palavras nos faltam e é dificil de expressarmos certos sentimentos, ou falarmos aquilo que está entalado na garganta, no peito, na alma... Em momentos como esses nos socorremos daquilo que primeiro nos vier a mão e, no meu caso, quase sempre é uma música. 

Eu sou dois lados de uma mesma moeda. Um desses lados é doce e cor-de-rosa, menininha que gosta de boy bands, ursinhos de pelúcia e unhas coloridas. O outro, e pouco conhecido, é triste, quieto, cinzento e absolutamente rock 'n roll. E é esse lado que mais usa a música pra se expressar, gritando a plenos pulmões tudo aquilo que fica entalado no peito e na garganta.

E eu gritei, como gritei, nesse último final de semana. Dois shows de duas bandas que simplesmente são capazes de traduzir aquilo que ninguém sabe ou não entende: 30 Seconds to Mars e Linkin "Amor Eterno" Park.

Minha idéia original era fazer um post bem dividido, falando sobre os dois shows, mas eu não consigo ser imparcial quando Mike Shinoda e Chester Bennington estão na parada. Então vou tentar ser o mais justa possível.

Vamos começar do começo e falar do show de quinta-feira, dia 16 de outubro: 30 Seconds to Mars no Espaço das Américas, em São Paulo.

Confesso que parte da minha empolgação pro show tinha ido pelo ralo quando os shows, que estavam agendados para maio, foram cancelados, mas Jared "Lindo" Leto mudou isso rapidinho. O show, apesar de ter sido em uma casa super pequena e que não comporta a grandiosidade do show apresentado (e não estou falando em grandiosidade porque o palco é enorme ou cheio de efeitos não, mas porque era pequeno pra energia vinda da banda e da galera), foi absolutamente imperdível.

Logo na entrada, um jogo de luzes ao som de "Fortuna" (Carmina Burana) já dá o tom de como será o show, que começou com "Up in the Air". É absolutamente impressionante ver o domínio que a banda, principalmente o Jared, tem da platéia. É quase como se ele fosse o maestro e, nós, a orquestra. É impossível ficar parado e não pular, não cantaro mais alto possível, não se envolver.

O show tem um ar meio psicodélico, uma "vibe" meio "Alice in the Wonderland", muito papel picado e bolas coloridas que são jogadas para que a plateia se divirta. O som é um rock mais melódico (eu defini, pra minha mãe, como um rock melódico), o que não quer dizer que não seja denso, com letras que podem até não fazer qualquer sentido pra quem ouve pela primeira vez, mas que, pra mim, fazem todo. Cada uma daquelas músicas fizeram parte de algum momento da minha vida que, bons ou ruins. Algumas se tornaram hinos, outras, lemas, promessas daquilo que eu quero e que não quero, nunca mais, pra mim.

Em pouco mais de quatro músicas eu já estava molhada, muda e acabada, mas feliz e com a sensação de que eu estava no lugar certo e na hora certa.



Meu final de semana não poderia ter começado melhor, mas nada supera o meu sábado!

Minha relação de amor com o Linkin Park vem de anos, muitos anos. Se o 30STM canta meus lemas e promessas pra vida, o Linkin Park diz o que eu não sei como dizer, me define, me expressa, me entende.

Cada uma daquelas letras fala por mim, em alto e bom som. Diferentemente do 30STM, LP tem uma pegada mais pesada, mais crua. Sem qualquer efeito ou enfeite. O palco, os instrumentos, eles e nós. O melhor show que existe!

Nada, nada que eu fale é capaz de descrever como é, pra mim, ir a um show do LP e muito menos, sair de um show do LP. É a sensação de dever cumprido, de alegria, pura alegria, extase na sua mais melodiosa forma. É viciante, de uma forma boa, e agora ouvir os CDs não tem a menor graça mais.

Mas, nada supera a sensação de poder, finalmente, conhecer os membros da banda. Diferente da grande maioria dos artistas, o LP não vende "ingresso" pra "Meet & Greet", eles são sorteados entre os membros do FC. Em 2012 eu tentei, mas não consegui, mas minha vez chegou, e foi em 2014, em Belo Horizonte, minutos antes de eles subirem ao palco do Circuito Banco do Brasil.



Minhas pernas tremiam como duas varas verdes, a vontade de chorar (eu engoli o choro, porque surtar pode, borrar a maquiagem mega pesada, jamais) era gigante, e os surtos com as meninas, pelo celular, eram homéricos! Mas eu sobrevivi e sai do backstage ainda mais apaixonada do que antes. Extremamente simples, eles, todos eles, passam de fã em fã, dão não só autógrafos, mas atenção e gratidão por estarmos ali. O Rob é o fofo do ano, coisa mais tchuca ever! O Chester é todo quietinho, fala baixinho (meio timido?). O Phoenix é o dado, fala qualquer coisa com todo mundo, pergunta como fala isso e aquilo em portugues e repete pra saber se está falando certo. O Mike... eu virei uma ameba... O Mike é... o Mike ♥! Eu quero todos pra mim numa caixinha.  (Eu quero as fotos oficiais, também, que não saem nunca!)

Eu quero todos, eu quero mais, eu quero muito mais! Eu quero mais música, mais memórias, mais pequenos momentos imensuráveis. Let's rock!

"Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música." (Aldous Huxley)

PS: Tem uns videos curtinhos, dos dois shows, no meu instagr.am pra quem quiser ver

3 comentários:

Ka Wozniak disse...

Ai meu deus!!!!!

Amei seu post!!!!!!

E com certeza a felicidade dessas duas experiências é uma coisa pro resto da vida e que ter a oportunidade de repetir vai estar sempre na vontade e possibilidade :D


Parabéns pela conquista e pela diversão tbm!!!!!!!!!!!

LP tbm é meu lado "mais escuro" desde o começo. Incrível como só com algumas músicas eles me acalmam!

Pena que a minha agenda em Londres não bate com a deles :( rsrsrsrss


Beijos, Dani!!!!!!! :D

Renata Andrade disse...

Danny, qto tempo eu não visitava seu blog... adorei o post, como sempre muito bem escrito... parabéns e obrigada por dividir este dia tão emocionante ...bjos

Dani Campos disse...

Que delícia, que delíciaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!! Você contando é como se a gente pudesse viver um pouquinho de tudo de maravilhoso que foi lá, nos dois! (mas confesso que eu pendi pro ladinho do Jared of course!) Feliz por você ter vivido esses momentos tão lindos, Danny! ;)