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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Reflexões sobre o amor.

Acho que nunca fiz isso, mas eis aqui um texto que não é meu, mas que eu achei muito bonito...






"Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado. 
Às vezes nos falta esperança, mas alguém aparece para nos confortar. 
Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa. 
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar, é nossa razão de existir. 
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino. 

Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa. 
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um por do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto, é a força da natureza nos chamando para a vida. 
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade. 

Percebe que não há como distinguir os bons e os maus, pois poucos nascem assim, a vida é que os torna melhores ou piores, pelas tristezas e felicidades que passaram e experiências vivenciadas. 
É como se a vida fosse formada por corações e cruzes, onde os corações representam nossos momentos felizes, o carinho e amor que recebemos, e as cruzes são nossas dores, decepções, sofrimentos, momentos ruins pelos quais passamos. 

Então você poderá entender que alguns de nós vivenciaram pouquíssimas cruzes e muitos corações o que fará com que essas pessoas tenham muito mais amor a transmitir, outras passaram pelo contrário e são predominantemente frias, insensíveis, buscam coisas materiais, acreditam que os fins justificam os meios, com essas é preciso ter cuidado, alguns podem mudar e melhorar, outros podem mudar você e trazê-lo para a realidade deles. 

Assim ao conhecer alguém preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu. 
Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar. 

Aproveite ao máximo seus momentos de felicidade, quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis em nossas vidas. 
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco, pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. 

Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo. 
Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento, esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho. 

A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. 
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem, como acontece com muitas pessoas que cruzam nosso caminho."

(François de Bitencourt)

sábado, 24 de abril de 2010

Quanto vale o homem?

Quanto vale o homem?

Essa pergunta vem me atormentando com uma certa frequência nos últimos tempos, e cada dia se torna mais constante.

Quanto vale o homem? Quanto vale a vida de um ser humano?

Não vou mencionar aqui as últimas desgraças que aconteceram pelo mundo, como terremotos, enchentes, deslizamentos. Também não vou falar das inúmeras guerras, sejam elas baseadas em orgulho e nacionalismo, ou em uma ambição desmedida velada sob a pretensão de se evitar "males maiores", isso é tema pra mais de um post... quem sabe pra um blog inteiro.

Mas o que me chamou atenção nesses últimos dias foram as inúmeras campanhas feitas por alguns artistas para a adoção de animais de estimação que se encontram em abrigos. Gatos, cachorros... Mas... Alguém ai se lembra de alguma campanha, recente ou não, para a adoção de crianças? Pois é, eu também não.

Não sou contra animais, não tenho nada contra essas campanhas, acho todas muito legais e interessantes dentro do propósito a que se destinam, o que me "intriga" é porque o mesmo não acontece com os seres humanos.

Todo mundo sabe que o Brasil tem um sem número de abrigos de crianças que se encontram em situação de adoção, pelos mais diversos motivos. Todo mundo sabe, também, a burocracia por trás de tudo isso, os anos de demora, o desgaste físico e emocional de todas as partes envolvidas, todo o trâmite jurídico... E como se isso já não bastasse, aqueles casais (não todos) que se dispõem a enfrentar tudo isso, na maior parte das vezes, pensam que estão indo à feira.

Eles se dirigem até as instituições responsáveis pelo cadastro de eventuais interessados e ali começa toda a longa jornada, que será mais longa ainda quando eles começam a selecionar as caracteristicas do seu filho, do filho dos seus sonhos: bebê com até um ano, pele clara, cabelo liso... Ah! E de preferência sem nenhum "defeito".

Durante cinco anos cursei a faculdade de direito, ciências humanas, mas ali ouvi algumas das histórias mais desumanas que eu conheço, como aquela em que uma criança foi adotada por um casal de pessoas renomadas, ainda bebê, loirinha, o perfil ideal, mas que foi "devolvida" passados dois anos porque ela tinha um "vicio oculto", era surda, não servia.

Não parece uma lista de feira?

Enquanto isso, as crianças com idade superior a seis anos ficam lá, enfiadas nessas instituições, esperando, ansiosamente, pelos seus dezoito anos, quando finalmente elas poderão sair de lá e ir para... para... para onde mesmo?

Durante algum tempo fui voluntária num abrigo para crianças afastadas do lar por decisão judicial, e ali descobri que os famosos dezoito anos não são a alforria, mas o começo da escravidão. Sem estudo descente, sem uma profissão e sem um futuro, essas crianças/adolescentes/adultos se veem presos. A única realidade que elas conhecem é aquela que habita dentro das quatro paredes que formam seu quarto coletivo no abrigo. Fora dali, ele sequer tem personalidade...

Enquanto isso, ongs e mais ongs promovem encontros e reuniões, "cãominhadas", passeatas contra o abuso e maltrato dos animais, que são jogados na rua, doentes, sem um lar. Não concordo, lógico, que maltratem os bichinhos, mas acho totalmente desproporcional... 

Já diria o outro: "Quanto mais conheço os homens, mais admiro os animais."... A que ponto chegamos...



O homem está tão desvalorizado, tão sem rumo, sem princípios, sem ética, sem moral, que seus próprios semelhantes estão preferindo não preferí-los... O homem moderno está tão decepcionado com ele mesmo, que ele prefere, simplesmente, colocar um ponto final, ao invés de repensar suas atitudes e dar ao próximo a oportunidade de ser uma pessoa melhor, de iniciar uma "corrente do bem".


O homem... Ah, ele não vale nada.



Trilha Sonora desse post: Quanto Vale a Vida (Engenheiros do Hawaii) - Obrigada, Frôzinha *-*

domingo, 21 de março de 2010

Volatilidade

volátil
vo.lá.til
adj m+f (lat volatile) 1 Que voa, que tem a faculdade de voar; voador. 2 Pertencente ou relativo a aves. 3 Inconstante, mudável, pouco firme, volúvel. 4 Que pode reduzir-se a gás ou a vapor. sm Animal que voa ou que pode voar; ave.

Como a vida é volátil, nascemos fadados ao insucesso, ao perecimento, à morte, e assim, todas as coisas que nos cercam enquanto ainda temos uma chance, enquanto ainda temos tempo.

Algumas coisas tem prazo certo, vem e vão dentro de um cronograma, outras não, deixando sempre no ar aquela sensação de "até quando"...

A realidade é que vivemos por um fio... Nos agarramos a ele, a qualquer dele, como se fosse nossa única chance... Tudo na vida, assim como ela, é volátil, frágil, incerto, seguro por um fio... Basta um vento mais forte, uma rajada ou uma brisa fora de hora pra tudo ruir...

Nascemos pra morrer, arrumamos emprego para sermos dispensados (ou para pedirmos dispensa), tomamos remédio para curar os males físicos... Tudo tem seu começo, meio e fim...

Embora saibamos que a vida é cíclica , e que por vezes (mais de uma, certamente) seremos forçados a nos despedir, a abrir mão, a sairmos  "perdedores", nunca estamos preparados...

Perda... Ninguém sabe, verdadeiramente, lidar com as perdas, sejam elas quais forem... Todas doem e nos trazem o sentimento de impotência, de que podíamos ter feito mais e melhor... Outras ainda nos trazem o sentimento de culpa...

Tudo na vida é preso por um fio, um simples fio...

Graças a Deus, as perdas que tive até hoje não dependiam da minha vontade ou do meu livre arbítrio, todas me foram impostas por uma vontade maior... Por um vento mais forte que rompeu aquele fio...

Graças a Deus, até hoje, fui capaz de remendar meus fios da vida... Minha saúde, meus amores, paixões e paixonites, meus relacionamentos... Não sem cicatriz, afinal, todo fio remendado fica com nó... Uns maiores, outros menores, mas ficam...

Cada nó desse fio me mostra que eu vivi, que a minha vida não vai passar incólume aos seus ciclos... Que as coisas duraram o tempo que deveriam durar, e que o mais importante, elas tiveram a intensidade que tiveram que ter.

Fatalista? Realista? Pessimista? Um pouco de todos, permeado por um desejo constante de melhorar e de ver os grandes nós diminuirem na corda bamba que me mantém de pé... 

Que todos os nós me lembrem de que eu tenho e posso ser uma pessoa melhor para com tudo e todos, que me façam lembrar das minhas perdas, dos meus ensinamentos (pelo amor ou pela dor)... Que todos esses nós me façam crescer, amadurecer, evoluir...

Que cada nó preserve a sua peculiaridade, a sua caracteristica fundamental que o fizeram ser importante no meu caminhar, e que mais que tudo, que eu seja capaz de continuar remendendo essa linha ao invés de simplesmente deixá-la se romper, levando consigo parte dos meus sonhos, das minhas alegrias, da minha esperança e fé.

Que esse post seja mais uma reflexão sobre a volatilidade e a velocidade com que tudo muda na vida, e para que eu me lembre que é possível recomeçar se valer a pena, que é possível reatar os nós se eles forem fundamentais pra mim, em todos os sentidos... Para que meus nós saibam que eu vou lutar por eles enquanto a brisa me deixar...